Genealogia SOUZA VIANNA (III)

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Filhos e netos de Felicíssimo

(filho de Josefa Fernandes de Azevedo e Antônio de Souza Vianna)

Mapa fls Felicíssimo

Post - Maria Sérgia & Felicíssimo

Maria Sérgia Pereira da Costa e Felicíssimo de Souza Vianna (por Carlo Penuti).

Post - Curvelo antiga c igr do Rosário

Curvelo antiga com igreja de Nossa Senhora do Rosário, terra de Souzas Viannas.

 Sem descendência: Sérgia Augusta de Azevedo Vianna e Arthur Gonçalves Mauro.

Post - Arthur MauroArthur Gonçalves Mauro, fotógrafo.

— Filhos de Luiz de França de Azevedo Vianna(1) e Cecília M. da Costa Cruz: 

(1) Advogado, promotor e juiz municipal; deputado na 27ª legislatura provincial de Minas Gerais do Império do Brasil.

Luiz de França Vianna Filho, falecido aos quatro anos de idade // José de França Vianna (Ubá, *1882 / Curvelo, †1942), casado com Maria de Campos Pitangui ›

— Filhos de Regina de Azevedo Vianna e Antônio Vicente de Souza Júnior:

José Vianna de Souza, casado com Marina Olivé // Ruth Vianna de Souza // Carlos Vianna de Souza // Sebastião Vianna de Souza // Antônio Vianna de Souza // Raimunda Vianna de Souza, casada com Allu Vianna Marques (*09.12.1886 †22.04.1966)

— Filhos de Pedro Baptista de Azevedo Vianna(2) e Maria Augusta Diniz:

(2) Advogado, promotor, juiz municipal e de direito, em Curvelo; juiz municipal, em Mariana; juiz de direito, em Santa Luzia;  desembargador e vice-presidente do Tribunal da Relação de MG; presidente do Tribunal de Justiça de MG; presidente do Tribunal de Justiça Eleitoral de MG. 

Maria Dolores Diniz Vianna (*12.05.1894 †30.04.1964), casada com José Mascarenhas Clementino (*1892 †24.01.1946) ›// Lídia Diniz Vianna (*13.01.1898 †05.05.1982), casada com José Camilo Castro e Silva (*27.11.1892 †29.09.1977) ›// Rosália Diniz Vianna (*26.11.1899 †07.07.1991), casada com Ildeu Duarte ›// Luiza [Zita] Diniz Vianna (*28.03.1901 †18.03.1976), casada com Lucas Monteiro Machado (*11.11.1901 †11.08.1970) ›// Isaura Diniz Vianna, casada com Júlio Pinto Júnior ›// Branca Diniz Vianna [solteira] †11.06.1928 // Clélia Diniz Vianna (I) [solteira] // Domingos Diniz Vianna [solteiro] †1946 // Clélia Diniz Vianna (II), casada com Antônio Mascarenhas Barbosa // Emerenciana Matilde Diniz Vianna [Ciana] (*23.01.1918 †18.12.1977), casada com Luiz Antônio Gonzaga (*12.04.1912 †19.02.1978) // Margarida Diniz Vianna [solteira] ›// Pedro Luiz Diniz Vianna (*21.12.1921), casado com Maria Antonieta Bhering (*19.02.1923)

Post - Pedro & Mariquinhas

Pedro Baptista de Azevedo Vianna e Maria Augusta Diniz (Mariquinhas).

— Filhos de Augusto de Azevedo Vianna(3) ou Augusto de Vianna do Castello e Isaura Mascarenhas Pinto:

(3) Advogado, promotor de justiça em Curvelo, comerciante; deputado no Congresso Nacional; líder da maioria no governo de Arthur Bernardes (MG), secretário da Agricultura, no governo de Antônio Carlos (MG); ministro da Justiça e Negócios Interiores, no governo federal de Washington Luiz.

José de Vianna do Castello ›// Marta de Vianna do Castello, casada com Oscar de Araújo (*07.11.1887 †29.08.1949) // Helena de Vianna do Castello, casada com Jovelino Amaral // Natália de Vianna do Castello (†01.01.1963), casada com Luiz Haas (†23.03.1953)

— Filhos de Augusto de Azevedo Vianna ou Augusto de Vianna do Castello e Carmen Manchlert: 

Maria Manchlert de Vianna do Castello, casada com Jório Cavalcanti Lima // Maria Diva Manchlert de Vianna do Castello

Post - A V Castello & José Augusto

Augusto de Vianna do Castello e José Augusto de Azevedo Vianna.

— Filhos de José Augusto de Azevedo Vianna(4) e Maria José Romeiro:

(4) Engenheiro civil e de minas; professor da Escola de Minas de Ouro Preto (vice-diretor em 1927).

José Romeiro Vianna // Pedro Romeiro Vianna // Maria Elisa Romeiro Vianna // Maria do Carmo Romeiro ›Vianna // Carlos Romeiro ›Vianna // Luiz Gonzaga Romeiro ›Vianna // Isaura Romeiro ›Vianna // Cleto Romeiro Vianna // Bento Romeiro Vianna (*25.03.1922 †08.07.2007), casado com Ruth Fontenelle // Lúcia Romeiro Vianna

— Filhos de Júlia de Azevedo Vianna e Orozimbo Gonçalves de Souza:

Júlia Vianna Gonçalves // Orozimbo Vianna Gonçalves [Bimbo], casado com Maria Francisca da Silva Mascarenhas.

— Filhos de Álvaro Augusto de Azevedo Vianna(5) e Esperança Maria Gomes Rebouças: 

(5) Poeta, advogado e jornalista.

Post - Esperança & Álvaro -2

Esperança Maria Gomes Vianna e Álvaro Augusto de Azevedo Vianna.

Maria Emília Gomes Vianna // Carlos Augusto Gomes Vianna // Ady Gomes Vianna // Álvaro Augusto de Azevedo Vianna Filho (†09.11.1991), casado com Lavínia [Lavininha] de Paula Pereira (*1918 †11.08.2000) // Felicíssimo Gomes Vianna //› Geraldo Gomes Vianna // Branca Gomes Vianna

Post - Augusto miniatura

Historiador Antônio Gabriel Diniz pergunta e Augusto de Vianna do Castello responde, em cartas, no ano de 1948:

← Augusto de Vianna do Castello

– Quando o major Felicíssimo se transferiu para Curvelo?

– Não posso precisar a data. Sei que foi alguns anos antes de 1840, provavelmente 1832/1834.

– Já era casado quando ali chegou?

– Era solteiro, quando chegou em Curvelo. Casou-se em 1843, depois de estabelecido como negociante, com d. Maria Sérgia Pereira da Costa, natural de Santa Luzia, onde existem, como em Belo Horizonte, membros dessa família.

– Quais postos exerceu e condecorações recebeu?

– Somente o de major, no qual foi investido na Revolução Liberal de 1842 e conservou, porque o governo imperial, na anistia concedida aos rebeldes, os manteve todos os postos das forças revolucionárias. Posteriormente, recusou o titulo de barão e o oficialato da Ordem da Rosa, oferecido pelo governo liberal, por intermédio do conselheiro Cândido de Oliveira.

– Onde fez os estudos primários e secundários?

– Ao tempo de sua meninice e mocidade eram muito raros, no Brasil, os estabelecimentos de ensino, mesmo o primário. Aprendeu em casa, a ler, escrever e as quatro operações fundamentais da aritmética, acrescidas das de juros simples e compostos, na Quinta do Sumidouro, com professor particular. O professor foi contratado por seu pai, Antônio de Souza Vianna, como era costume na época. As crianças aprendiam o alfabeto, a silabar e a ler em “cartas de mão”, feitas pelos mestres. Não havia livros escolares.

– Quando nasceu e que são os seus pais?

– Nasceu em 16 de fevereiro de 1812, no povoado da Quinta do Sumidouro, situado às margens do rio das Velhas, não longe da cidade de Santa Luzia.

– Foi comerciante? Quando faleceu?

– Sim, estabelecido em Curvelo. Para fazer sortimento, viajava ao Rio de Janeiro, a cavalo, passando por Porto das Caixas e Mauá, onde embarcava em faluas ou iates e desembarcava no chamado cais dos mineiros. Depois da construção da estrada de rodagem União e Indústria e do serviço de diligências, passou a usar esse meio de transporte, desembarcando em Mauá, para chegar ao Rio de Janeiro pelo mar. Deixou a profissão por ter adquirido pecúlio suficiente para criar e educar os filhos. Faleceu em Curvelo em 12 (16, conforme certidão) de abril de 1900.

– Quais irmãos se transferiram para Curvelo?

– Eram, ao todo, oito irmãos. Cinco homens: Felicíssimo, Cândido, Joaquim, João Francisco e José; e três mulheres: Anna, casada com o capitão Manoel Marques, Maria – falecida viúva, na sua pequena propriedade em Traíras −, e Cândida, solteira, falecida em Curvelo. O primeiro a se transferir para Curvelo foi Felicíssimo, os demais foram depois, a seu convite ou conselho.

– Sabe-se que foi chefe liberal em Curvelo e teve como companheiros o dr. Pacífico Mascarenhas e o coronel Canabrava que, mais tarde, romperam com ele. Sabe as razões desses rompimentos?

– Foi organizador do Partido Liberal em Curvelo, onde a grande maioria das pessoas mais proeminentes – fazendeiros e negociantes – estava filiada ao partido conservador e, pelos ideais do Partido Liberal, combateu entre os rebeldes de 1842, abandonando interesses materiais, pois já se achava estabelecido como negociante. Natural e legitimamente foi o chefe do partido; disciplinado, lógico, coerente, conciliador e sem ambições nem vaidades. O rompimento com o dr. Pacífico e a cisão no Partido Liberal sobreveio por motivo da eleição do senador do império, na qual o dr. Pacífico pretendia, solicitado pelo dr. Gordon – diretor da poderosa Companhia de Morro Velho – que o Partido Liberal de Curvelo abandonasse Theophilo Ottoni – candidato dos liberais – e sufragasse o nome de Cruz Machado, candidato dos conservadores. O rompimento se deu por esse motivo. Nessa ocasião, o coronel Canabrava ainda permaneceu ao lado do meu pai e, por outros motivos, algum tempo depois se separou, filiando-se à facção do Partido Liberal dirigida pelo dr. Pacífico. Não houve, em virtude desses rompimentos, consequências desastrosas para o município ou para o Partido Liberal e meu pai permaneceu afastado de tudo o que tocava à luta política local, limitando-se apenas a exercer o direito pessoal de voto.

Post Revista Fon-Fon

Revista Fon-Fon – Rio de Janeiro, nº 4, 22. 01.1927.

Semanário fundado por Álvaro Augusto, para promover candidatura do irmão Augusto de Vianna do Castello à Câmara Federal:

Post - Jornal O Estado de Minas

Jornal “O Estado de MInas”: Álvaro Augusto de Azevedo Vianna (redator-chefe) e notícia sobre o irmão Augusto de Vianna do Castello.

Auto-retrato poético de Álvaro Augusto de Azevedo Vianna:

Eu tenho amor pelo meu tipo feio / Esguio e magro, muito magro e alto. / Às vezes fico embevecido e creio / Que o meu semelhante é de terroso asfalto. // E noite a dentro sonho um lago e um meio / Às águas calmas, que em meu sonho exalto / Vejo entre os astros, a mim próprio alheio / O meu perfil tristonho e pernalto. // Entre dois céus iguais em que me perco / De um grande amor pelo meu ser me cerco / Abrindo as asas desse ideal que é meu // E assim, perdido na quimera, absorto / Espera pela paz, depois de morto / Quem nunca soube para que nasceu.

Carta de Álvaro Augusto − com 20 anos de idade − ao poeta amigo Alphonsus de Guimarães:

Post - Carta de Álvaro a AlphonsusMestre Alphonsus. Belo Horizonte, 21 de Obro* (*Outubro) de 1902. Abraço-te. Segue, enfim, “Kiriale”, chegado hontem. Vão 14 exemplares, salvo engano. Os que precisares vão quando quizeres, não fazendo eu maior remessa agora por falta de numerario. Recebi tua carta. Como é preciso pagar ao Figueirinhas até o dia 25 deste, vou mostrar tua carta ao Arthur, pa. que elle me dê os 100$00 de que me falas na tua carta, conforme recado meu, que recebeste pelo portador … Bernardino. Vou fazer remessa do “Kiriale” aos jornaes do Rio. Sim? Ou queres tu mesmo fazel-a?

Por estes dias mando-te mais uns 50 exemplares. Vou remetter ao nossso caro d’Auray uns exemplares, para q. elle os exponha à venda em S. Paulo. Estou apenas à espera dos originaes do Horacio para publicar o “Horus” (*) que está magnifico. Vae este papel mesmo, porq. não tenho outro e nem com q. comprar: o mez já voa no fim e é condição essencial da quebradeira. Abraça-te affectuosamente o Teu Alvaro.

(*) Revista HORUS, lançada por Álvaro Augusto de Azevedo Vianna, em 1902. Horácio Bernardo da Silva Guimarães, colaborador da revista, é filho primogênito de Alphonsus de Guimarães. 

Organização, texto e arte de Eduardo de Paula / Colaboração: Berta Vianna Palhares Bigarella

Clique e leia “Perfil de Vianna do Castello”, no Blog associado, http://sumidoiro.wordpress.com/

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